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sábado, 30 de novembro de 2013

Examinando Nosso Arrependimento - Thomas Watson

Nascido em 1620, Thomas Watson estudou em Cambridge (Inglaterra). Em 1646, iniciou um pastorado de dezesseis anos em Londres. Entre suas principais obras, estão o seu famoso Body of Pratical Divinity (Compêndio de Teologia Prática), publicado postumamente em 1692.


Se alguém diz que se arrependeu, desejo que examine-se a si mesmo, seriamente, por meio dos sete... efeitos do arrependimento delineados pelo apóstolo em 2 Coríntios 7.11.


1. Cuidado. A palavra grega significa uma diligência intensa ou um esquivar-se atento de todas as tentações ao pecado. O homem verdadeiramente arrependido foge do pecado como Moisés fugiu da serpente.


2. Defesa. A palavra grega é apologia. O sentido é este: embora tenhamos muito cuidado, podemos cair no pecado devido à força da tentação. Ora, nesse caso, o crente arrependido não deixa o pecado supurar em sua alma; antes, julga a si mesmo por causa de seu pecado. Derrama lágrimas perante o Senhor. Clama por misericórdia em nome de Cristo e não O deixa, enquanto não obtém o seu perdão. Assim, em sua consciência, ele é defendido da culpa e se torna capaz de criar uma apologia para si mesmo contra Satanás.


3. Indignação. Aquele que se arrepende levanta o seu espírito contra o pecado, assim como o sangue de alguém sobe quando ele vê um indivíduo a quem odeia mortalmente. A indignação significa ficar importunado no coração por causa do pecado. O penitente sente-se inquieto consigo mesmo. Davi chamou a si mesmo de “ignorante” e “irracional” (Sl 73.22). Agradamos mais a Deus quando arrazoamos com nossa alma por conta do pecado.


4. Temor. Um coração sensível é sempre um coração que teme. O penitente sentiu a amargura do pecado. Este vespa o ferrou, e agora, tendo esperança de que Deus está reconciliado, ele teme se aproximar novamente do pecado. A alma penitente está cheia de temor. Tem medo de perder o favor de Deus, que é melhor do que a vida, e receia que, por falta de diligência, fique aquém da salvação. A alma penitente teme que, depois de amolecido o seu coração, as águas do arrependimento sejam congeladas, e ela seja endurecida no pecado novamente. “Feliz o homem constante no temor de Deus” (Pv 28.14)... Uma pessoa que se arrependeu teme e não peca; uma pessoa que não tem a graça de Deus peca e não teme.


5. Desejo intenso. Assim como o bom tempero estimula o apetite, assim também as ervas amargas do arrependimento estimulam o desejo. O que o penitente deseja? Ele deseja mais poder contra o pecado, bem como ser livre deste. É verdade que ele está livre de Satanás; mas anda como um prisioneiro que escapou da prisão com algemas nas pernas. Ele não pode andar com liberdade e destreza nos caminhos de Deus. Deseja, portanto, que as algemas do pecado sejam removidas. Ele quer ser livre da corrupção. Clama nas mesmas palavras de Paulo: “Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Em resumo, ele deseja estar com Cristo, assim como tudo deseja estar em seu devido lugar.


6. Zelo. Desejo e zelo são colocados lado a lado a fim de mostrar que o verdadeiro desejo se manifesta em esforço zeloso. Oh! como o crente arrependido se estimula nas coisas pertinentes à salvação! Como se empenha para tomar por esforço o reino de Deus (Mt 11.12)! O zelo incita a busca pela glória. Ao se deparar com dificuldades, o zelo é encorajado pela oposição e sobrepuja o perigo. O zelo faz o crente arrependido persistir na tristeza santa mesmo diante de todos os desencorajamentos e oposições. O zelo desprende o crente de si mesmo e leva-o a buscar a glória de Deus. Paulo, antes de sua conversão, era enfurecido contra os santos (At 26.11). Depois da conversão, ele foi considerado louco por amor a Cristo: “As muitas letras te fazem delirar!” (At 26.24). Paulo tinha zelo e não delírio. O zelo causa fervor na vida espiritual, que é como fogo para o sacrifício (Rm 12.11). O zelo é um estímulo para o dever, assim como o temor é um freio para o pecado.


7. Vindita. Um crente verdadeiramente arrependido persegue os seus pecados com uma malignidade santa. Busca a morte dos pecados como Sansão queria vingar-se dos filisteus pelos seus dois olhos. O crente arrependido age com seus pecados da mesma maneira como os judeus agiram com Cristo. Ele lhes dá fel e vinagre para beberem. Crucifica as suas concupiscências (Gl 5.24). Um verdadeiro filho de Deus busca a ruína daqueles pecados que mais desonram a Deus... Com o pecado, Davi contaminou o seu leito; depois, pelo arrependimento, ele inundou seu leito com lágrimas. Os israelitas pecaram pela idolatria e, posteriormente, viram como desgraça os seus ídolos: “E terás por contaminados a prata que recobre as imagens esculpidas e o ouro que reveste as tuas imagens de fundição” (Is 30.22)... As mulheres israelitas que haviam se vestido à moda da época e, por orgulho, tinham abusado do uso de seus espelhos ofereceram-nos depois, tanto por zelo como por vingança, para o serviço do tabernáculo de Deus (Êx 38.8). Com o mesmo sentimento, os mágicos... quando se arrependeram, trouxeram seus livros e, por vindita, queimaram-nos (At 19.19).


Estes são os benditos frutos e resultados do arrependimento. Se os acharmos em nossa alma, chegamos àquele arrependimento do qual nos arrependeremos (2 Co 7.10).

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Espanador Espiritual


(Mateus. 5:8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

Ele era um menino de apenas quatro anos de idade e não havia nada de incomum em não gostar de sabão e água.

Um dia, com muito amor, sua mãe tentou argumentar com ele, dizendo: - Mas seguramente você quer ser limpo, não quer? - Sim, o menino respondeu com lágrimas.

- Mas você não poderia passar o espanador em mim, para retirar o pó?

Isto é muito engraçado, vindo de um menino de quatro anos, mas, triste quando pessoas se contentam em receber apenas uma espanada espiritual por semana (e muitos só permitem que o espanador seja aplicado algumas vezes por ano).

A impureza interna se instala e eles parecem contentes sem se incomodar com isso.

Até que ponto somos semelhantes ao garoto de nossa história?

Temos nos contentado em viver de qualquer maneira, não nos importando com uma vida espiritual que louve ao Senhor e glorifique o Seu nome?

Temos deixado as impurezas mundanas se instalarem em nossos corações, impedindo que a luz de Cristo brilhe em nossas atitudes?

A Palavra de Deus nos diz que as moradas celestiais estão preparadas para os limpos e puros e que ao deixarmos o Senhor nos purificar, nos tornamos mais alvos que a neve.

É isso que temos buscado?

É isso que alegra os nossos corações? Estamos, alegremente, buscando alegrar o coração de nosso Deus?

Se buscarmos o espanador espiritual apenas nos finais de semana ou em algumas raras vezes por ano, as impurezas tomarão conta de nossas almas e a limpeza passará a ser muito mais difícil.


Se deixarmos o Senhor nos limpar a todo o momento, nos manteremos puros, cheios de vigor espiritual, felizes e abençoados em todos os dias de nossas vidas.

Deixe Deus agir em seu coração todos os dias e sua vida estará sempre limpa e brilhante.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Arrependimento para Vida


“E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Atos 11:18

Um dos maiores obstáculos que a religião cristã tenha alguma vez tido que suportar, foi o preconceito inveterado que se apoderou das mentes de seus primeiros seguidores. Os crentes judeus, os doze apóstolos e aqueles que Jesus Cristo havia chamado de entre os dispersos de Israel, estavam tão apegados à ideia de que a salvação era dos judeus, e que ninguém a não ser os discípulos de Abraão, ou, pelo menos, os circuncidados, podiam ser salvos, que não podiam aceitar a ideia de que Jesus tivesse vindo para ser o Salvador de todas as nações, e que Nele seriam benditos todos os povos da terra.
Com muita dificuldade podiam aceitar essa suposição; era tão oposta a toda sua educação judia, que os vemos convocando a Pedro para um concílio de cristãos, e perguntaram-lhe: “Por que entraste em casa de homens incircuncisos, e comeu com eles?” E Pedro não pode exonerar-se a si mesmo até não ter se referido plenamente ao assunto, e ter declarado que Deus lhe apareceu em uma visão, dizendo-lhe: “O que Deus purificou, não chame de incomum,” e que o Senhor lhe ordenou pregar o Evangelho a Cornélio e a sua casa, já que eram crentes.
Depois disso o poder da graça foi tão enorme, que esses judeus não puderam resistir-lhe mais; e mesmo que pese toda sua educação prévia, de imediato assumiram o principio compreensivo do cristianismo: “e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.”
Bendigamos a Deus porque agora estamos livres dos impedimentos do judaísmo, e porque tampouco estamos sob os impedimentos de um gentilismo, que por sua vez, excluiu aos judeus; mas que vivemos muito próximos do bem aventurando tempo que se aproxima, quando judeu e gentio, escravo ou livre, se sentirão um em Jesus Cristo, nossa Cabeça.
Não me proponho abundar sobre esse tópico, mas sim que meu tema no dia de hoje será: “O arrependimento para vida.” Peço graça a Deus para falar-lhes de tal maneira que Sua palavra seja como uma espada cortante “Que penetra até dividir alma e espírito, juntas e medulas”
Por “arrependimento para vida”, creio que devemos entender aquele arrependimento que vai acompanhado de vida espiritual na alma, e que assegura a vida eterna a todo aquele que o possui. “O arrependimento para vida,” afirmo, traz consigo vida espiritual, ou melhor, é a primeira consequência procedente dessa vida.
Existem arrependimentos que não são sinais de vida – exceto de vida natural – porque só são efetuados pelo poder da consciência e a voz da natureza que fala nos homens; porem, o arrependimento de que se fala aqui, é produzido pelo Autor da vida, e quando vem, gera tal vida na alma que aqueles que estavam “mortos em delitos e pecados,” são revividos conjuntamente com Cristo; aqueles que não tinham receptividade espiritual, agora “recebem com mansidão a palavra implantada”; aqueles que “cochilavam no próprio centro da corrupção,” recebem o poder de se converterem em filhos de Deus, e de estar próximos de Seu trono.
Eu creio que esse é o “arrependimento para vida”: aquele arrependimento que dá vida a um espírito morto. Eu também disse que esse arrependimento assegura a vida eterna; pois existem arrependimentos dos quais os homem ouvem falar, que não asseguram a salvação da alma.
Alguns pregadores afirmam que ainda que os homens podem se arrepender e crer, também podem apostatar e perecer. Não pretendemos consumir nosso tempo fazendo uma consideração para expor seu erro agora; frequentemente consideramos isso antes, e temos refutado tudo o que poderiam dizer em defesa de seu dogma. Pensemos em um arrependimento infinitamente melhor.
O arrependimento de nosso texto não é esse arrependimento, mas sim, que é um “arrependimento para vida”; um arrependimento que é um verdadeiro sinal de salvação eterna em Cristo; um arrependimento que nos preserva em Jesus através desse estado temporal, e que quando tenhamos passado à eternidade, nos proporciona uma bem-aventurança que não pode ser destruída.
“Arrependimento para vida” é a salvação real da alma, é o germe que contêm todos os elementos essenciais da salvação, que os guarda para nós, e que nos prepara para eles.
Nesse dia temos de prestar uma atenção, acompanhada de oração, ao “arrependimento” que é “para vida”. Primeiro, irei dedicar alguns minutos na consideração do arrependimento falso; em segundo lugar, irei considerar os sinais que caracterizam o verdadeiro arrependimento, e posteriormente, enaltecerei a caridade divina, do qual está escrito: “De maneira que também aos gentios, Deus deu arrependimento para vida.”

domingo, 4 de novembro de 2012

Transformai-vos


"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
(Romanos 12:2)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ARREPENDA-SE


João Batista, a voz do que clama no deserto, pregava dizendo: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”.
João Batista também dizia para produzirmos frutos dignos de arrependimento.
Segundo o dicionário, arrependimento é a insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral, e que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações.  
Arrependimento não é peso na consciência.
A conversão verdadeira é provada e COMPROVADA através do arrependimento.
Arrependimento, do grego metanóia, significa voltar-se ao contrário, dar uma volta completa.
Significa também mudança de atitude mental ou de propósito.
Arrependimento não é remorso. Arrependimento não é sentimento de culpa.
Uma pessoa pode até se entristecer sem estar arrependida, como foi o caso de Judas. (Mateus 27:3-5).
Porém, o verdadeiro arrependimento sempre vem acompanhado por tristeza. (Salmos 51:17).
O arrependimento se inicia quando há reconhecimento do pecado.  O primeiro passo do arrependimento é quando se compreende que algo está errado.
Despertamos para a verdade de que nossa situação está comprometendo nossa comunhão com Deus.
Arrependimento é mudança de vida, é a saída das trevas e o caminho na luz; é andar em santidade e abominar o pecado; é dizer não aos seus desejos mais profundos, e dizer sim para Deus, constantemente.

Jesus, após João Batista ser preso, conforme Mateus 4:17, começou a pregar e a dizer “arrependei-vos porque está próximo o Reino dos céus”.
Os Apóstolos também pregavam o arrependimento:        “Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”. Quando Jesus enviou seus discípulos, disse-lhes que deveriam pregar em seu nome o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.
Jesus usou muito a expressão “arrependam-se” em suas pregações, como forma de avisar e orientar sobre a necessidade real de mudança de vida.
Arrependam-se, porque perto está a hora em que Deus se levantará em Glória, poder e majestade e todos o verão e dirão “Santo, Santo, Santo é o Senhor Todo Poderoso”.
Arrependam-se, porque perto está a hora em que não poderão mais se arrepender.
Arrependam-se, porque perto está a hora em que todo o pecado será julgado, e com ele o pecador.
Romanos 3:23-24 diz: “pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”
Temos que aceitar Jesus como nosso Salvador da penalidade do pecado, e como Senhor de nossa vida.
Aceitando Jesus como Senhor e Salvador, temos de ter a convicção de que as coisas velhas se passaram, e que tudo se fez novo.
Temos de trilhar um caminho de purificação mental, santificação e busca incessante da presença de Deus em nossas vidas.
Jesus virá buscar sua igreja e, se você não tiver tido um verdadeiro arrependimento, uma nova vida em santidade, uma verdadeira conversão, você irá ficar.
A parte mais difícil foi feita, e essa parte foi feita por Jesus, sofrendo por você na cruz.

E a sua parte, quando vai ser feita? 

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