Aos olhos de Deus não há distinção de pessoas por status social, nacionalidade ou sexo.Aceite Jesus como Senhor e Salvador, ande reto aos olhos do Pai, e assim seja salvo.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
REFLEXÕES DE ADÃO
Tenho saudades da Inocência ...Hoje fui até lá, não sei bem o por quê. Não disse nada a Eva. Já fazia tanto tempo que não ia... No princípio passávamos por lá muitas vezes, mas a luz da espada flamejante nos mantinha distantes e ela chorava. Depois paramos de ir. Não fazia mais sentido.
Mas hoje fui lá... Está tão mudado... O mato cresceu tanto que há uma verdadeira floresta onde antes havia só um belo jardim. Logo estará perdido. Bem, acho que para nós esta perdido há muito tempo... Creio que queria recordar. Lembrar a liberdade, a paz, a inocência, a comunhão.
Tudo parece hoje tão distante que nem me lembro mais como era. Depois que Abel morreu, ficou ainda mais difícil. O erro de tudo aquilo parecia pesar ainda sobre nossas cabeças, como se a culpa no fundo fosse nossa. Não sei se é isso que os pais devem sentir ao ver os erros dos filhos, mas é o que sentimos.
Então Caim foi embora. Agora raramente ouvimos falar dele. É verdade que outro dia um filho de seu filho passou por aqui. Estranho, é homem crescido. Estou ficando velho e cansado e nem sabia.
Tenho saudade! Saudade da força, da vitalidade que tinha com Deus no jardim. Ele nos perdoou mas as consequências são terríveis e mesmo o perdão não as pode apagar. Os sacrifícios aliviam, a esperança traz algum consolo, mas a comunhão nunca mais será a mesma e meu coração parece não ter parado de murchar desde aquele dia fatídico. Maldito dia, terrivel dia. Tanto engano e mentira!
A serpente ainda vai aparecendo de vez em quando. Já não fala, mas o veneno está lá. Tenho matado algumas, mas parecem renascer com facilidade e sua malícia não diminuiu nada com o tempo. Como fomos enganados!
"Conhecereis a verdade", disse ela. Sim, mas não explicou como iríamos lidar com ela. "Sabereis a diferença entre o bem e o mal", sim, mas quem disse que teríamos a força para escolher o certo? Sereis como Deus! Ah! Como se isso fosse possível ...como se isso fosse desejável.
Quanto mais o tempo passa, mais parece grande a tolice daquele dia, mais parece incrível que tenhamos caído tão facilmente. Mas, a verdade é que caímos. E o peso dessa escolha vai manchar meu nome por toda a eternidade. Multidões de gerações me amaldiçoarão ao saber como fui enganado. Ninguém estava tão habilitado a resistir... e é isso o que mais me dói. Ter caído sem necessidade. Ter caído podendo ter ficado de pé.
Tenho saudades da inocência, do riso alegre e sem malícia que enchia o rosto de minha mulher, dos sonhos tão doces à noite, do trabalho tão recompensador, da natureza tão amiga. Saudades da sensação de pureza e santidade que me enchia cada vez que o Criador vinha nos visitar.
Aqueles momentos eram tão plenos. Sua presença era a razão de toda a existência, o motivo da vida, a causa de nos sentirmos desfalecer com sua ausência. Não se pode mesmo viver sem a Sua presença. Simplesmente tudo deixa de fazer sentido.
Tenho saudades da Inocência.. Hoje fui até lá. Não sei bem o por quê.
Não disse nada a Eva. Já fazia tanto tempo que não ia...
No princípio passávamos por lá muitas vezes, mas a luz da espada flamejante nos mantinha distantes e ela chorava. Depois paramos de ir. Não fazia mais sentido.
A chama se apagou e não encontro maneira de acendê-la novamente. O céu parece sempre escuro e fechado. Não creio que o Criador tenha deixado de nos amar. Posso ver seu cuidado de muitas formas. No entanto, a relação não pode ser a mesma. Quebrei sua confiança, que fora total. Falhei no único ponto em que Ele me pôs à prova. Dei um voto de desconfiança em sua provisão, logo naquilo em que sua prodigalidade fora tão evidente.
Sinto saudade da harmonia, da paz.! Agora parece que não passa um dia sem que eu discuta com Eva ou um de meus filhos ou netos. É que com o conhecimento do bem e do mal nos veio uma incrível, incontrolável e permanente vontade de julgar os outros. Julgar o que fazem e o que não fazem. Dizer se é bom ou mal. Mas nossos julgamentos falham justamente por falta de conhecimento. Sim, nosso conhecimento é tão limitado! Conhecemos pouco dos outros, de suas razões e motivos. Conhecemos pouco de nós mesmos, de nossas verdadeiras razões e motivos para julgar. Conhecemos pouco sobre o próprio ato de julgar e por isso os julgamentos falhos nos levam a tantos conflitos e injustiças.
Sinto saudade da liberdade! E é tão estranho. Lá no jardim havia limites que Deus colocara. Mas eu me sentia tão seguro, tão confortável, tão protegido! Foi só quando saimos dos limites e aparentemente podíamos fazer o que desejássemos com nossas vidas é que notei que a liberdade se fora. Compramos uma ilusão, um engano e pensávamos que estávamos nos libertando, quando na verdade estávamos entrando direto numa escravidão que parece não ter saída.
Como sinto saudade do sono bem dormido do jardim! Da sensação de plenitude e satisfação. Esta vida que ganhamos não consegue trazer isso. Durmo sempre preocupado com o dia de amanhã. Sob o peso das necessidades da família. A responsabilidade de ser o que todos esperam que eu seja: O líder, o chefe, aquele que sabe. E no entanto, acho que todos já perceberam que, por trás de meus olhos murchos e barba branca, eu sei tanto quanto eles. Que estou tão perdido quanto eles. Tão arrependido e só quanto qualquer outro. Insatisfeito e cansado...
No jardim não sentíamos dor e não sabíamos o que era solidão. A presença do Criador era tão completa e constante que enchia o dia e a noite como um doce perfume que sentimos sempre no ar, mesmo sem saber de onde vem. Mas o perfume se foi... Descobrimos que é possível alguem sentir-se só. É possível se ter medo. É possivel morrer!
Coisa estranha a morte. Não deveria trazer tanto medo, mas chego à conclusão que ela é tão terrível porque é contrária à nossa natureza. Fomos criados pela Fonte da Vida para termos vida. A morte é tudo que a vida não é. Fria, vazia, sem razão, quebrando a continuidade, separando, rasgando, silenciando de uma vez. Sei que vou morrer! Não sei quando nem como, mas isso talvez não seja tão importante quanto saber para quê. Sim, para que morrer? Por que motivo? Para onde? E é isso que mais me assusta.
Sinto saudade da inocência, da justificação! De poder estar em pé diante de Deus sem vergonha ou receio. De sentir-me digno, puro, perfeito. Resta hoje só o sonho, a esperança. O eco daquelas palavras: “esmagará a cabeça da serpente“. E é esse sonho distante, que nem entendo bem, que me faz caminhar e olhar adiante com alguma expectativa. Cada criança que nasce me traz a pergunta: Será este? Cada dia que passa me traz a certeza: estamos mais perto dele. E pelo dia da redenção anseio, por ele vivo, creio que por ele morrerei. Nesse dia viverei novamente e então, só então, deixarei de sentir saudades do Paraíso.
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REFLEXÕES DE ADÃO
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Páscoa? O que significa?
Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus! Como que por unanimidade, muitos fazem essa declaração…
Infelizmente poucos sabem a completa origem dessa festa. Por falta de informação muitos acreditam que a Páscoa é somente comemoração da ressurreição do Senhor.
A ORIGEM
Origem do nome (páscoa)
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesah, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário.
Se fôssemos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira páscoa, que é bíblica, ela se encontra no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E o significado desta festa se encontra no versículo 12, onde se diz o seguinte:
"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor".
Tem-se aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses egípcios. E em outras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:
"Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos perguntarem:
Que quereis dizer com este culto?
Que quereis dizer com este culto?
Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriram os Egípcios, e livrou as nossas casas." (Êxodo 12:26,27).
O significado da páscoa também é a da libertação do jugo dos egípcios (Êxodo 12:42): "Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito…". Como se vê, o seu significado é bem diverso daquele que o mundo vê: a ressurreição do Senhor Jesus; visto que a ressurreição foi uma conseqüência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, a plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele.
Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que estivesse torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos apresentados.
E uma das evidências dessa distorção é pelo fato de que a páscoa católica – hoje oficialmente adotada no mundo, inclusive no meio evangélico – jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem sempre acontece, pois: "O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach," (a páscoa judaica)…"o que entretanto vez por outra ainda ocorria" (1). Se apelou inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e prática no cálculo da data da páscoa, visto que todas as festas móveis católicas, dependiam do dia da páscoa (2).
A razão de tudo isso é pelo fato de que o calendário hebraico é lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto que o calendário dos católicos – o gregoriano – é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de datas, visto que a páscoa judaica "moveria" dentro do calendário gregoriano, podendo coincidir dessa forma, com a páscoa dos católicos. Principalmente levando em conta de que a páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois, senão, de outra forma, não teria justificativa, visto que é mais fácil adotar a páscoa dos judeus. Isto é, aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da páscoa, pois, teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que é bem diferente a da tradição católica, onde a páscoa é somente a ressurreição, e não a morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egito).
Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica, permitiu a matança dos judeus, nas festas das páscoas, sob uma falsa acusação de que estes usavam o sangue das crianças "cristãs" para a confecção dos pães ázimos (3).
Os pães ázimos – isto é, pães sem fermentos – fazem parte do preceito bíblico para a comemoração da verdadeira páscoa, que é judaica.
Para esse caso, reparamos um odioso anti-semitismo, bem evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas doutrinas.
O anti-semitismo pode perfeitamente bem explicar todas essa distorções.
PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?
O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios 11:26).
Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer pelos nossos pecados – a de ser crucificado. Por isso que foi chamado de Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.
Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus discípulos, para realizar a última páscoa – a válida – e estabelecer o novo pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.
Ora, se o irmão pretende celebrar a páscoa, ele deverá seguir à risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!
Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente (geralmente mês a mês), pois, a páscoa só se dá por volta dos meses de março/abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de abibe, no dia 14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e ervas amargas…(Êxodo 12:2-8-15).
Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!
Mas acontece que a páscoa é um mandamento somente para o povo de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este povo.
É uma celebração exclusiva do povo de israel, pois nós temos em Êxodo 12:3 o seguinte:
"Falai a toda a congregação de Israel…"
É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel (Êxodo 12:47).
E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por acaso, um estrangeiro, um gentil, quiser participar da páscoa, deve ser circuncidado (Êxodo 12:43).
Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da páscoa?
É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo fato de estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; em outras palavras, executado (Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós fossemos comemorar a páscoa, nos colocaríamos ao mesmo pé de igualdade com os adventistas do sétimo dia.
A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL
A páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem um pouco com a páscoa bíblica, e que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés, e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa páscoa que conhecemos é completamente estranha aos preceitos bíblicos, e que se reveste de outros valores sob o disfarce do cristianismo nominal.
Acima de tudo, o seu paganismo que se demonstra em duas evidências:
O ovo e o coelho, são símbolos que vieram dos antigos povos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses as usavam nas festas de renovação da natureza (4). E como peças decorativas pagãs, chegaram a nós, proveniente de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas (5).
É rica as simbologias pagãs relacionadas com os ovos. Segundo Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também é usado como escrita hieroglíficas dos egípcios, considerado como o que é potencial, o princípio da geração, o mistério da vida; sendo usado pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas (6).
Para os egípcios, o deus Re nasceu de um ovo; para os hindus, Brahma surgiu de um ovo de ouro - Hiranyagarbha - e que depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses, P'an Ku, nasceu de um ovo cósmico (7).
Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso (8).
Na mitologia grega, os gêmeos Castor e Pólux, nasceram de ovos "botados" (pasmem!) por uma mortal, Leda, quando fora seduzida por Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! (9) O ovo era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres humanos (10).
Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa Eastra, uma deusa germânica da primavera (11).
Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que em outras regiões, como na Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela "raposa da páscoa"; ou, na Macedônia (Grécia), por "Paschalia" o espírito do dia (12).
Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E, em várias regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa lunar Hécate na Grécia; e, além daEastra, tem-se o equivalente que é a deusa Harek dos germanos, que era acompanhada por lebres (13), consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se reproduzir, e, segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à Primavera(14).
É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerado como um animal imundo (Deuteronômio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa está sendo comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel, (ligada portanto, com os ritos da fertilidade) (15). Isto é, já se tem uma contaminação pagã na páscoa judaica, e que outrora era considerada bíblica. E com muita razão:
A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa – o Senhor Jesus – já foi consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa. Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não em outro lugar.
Tendo isso em conta: de que a própria páscoa, instituída por Deus, deixou de ser válida; quanto mais não seria anti-bíblica a comemoração da páscoa do mundo, cuja procedência é claramente pagã?
CONCLUSÃO
A páscoa que se comemora atualmente faz parte das chamadas festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas, dias, meses, etc. E para esse caso, é bom nos lembrarmos da advertência data pelo apóstolo Paulo:
…"agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"… (Gálatas 4:9-10).
A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e Senhor foi crucificado na cruz.
O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e devemos nos lembrar disso, até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.
domingo, 10 de março de 2013
John Harper, herói do Titanic
Pr.
JOHN HARPER – O ÚLTIMO HERÓI DO TITANIC
Enquanto
as águas escuras e geladas do Atlântico enchiam lentamente o convés
do Titanic, John Harper gritava: "Deixem as mulheres, crianças
e descrentes subirem nos barcos salva-vidas." Harper tirou seu
salva-vidas - a última esperança de sobrevivência - e o entregou a
outro homem. Depois que o navio desapareceu sob a água escura,
deixando Harper se debatendo nas águas geladas, ouviram-no
incentivando os que estavam à sua volta a confiar em Jesus Cristo.
Era
a noite de 14 de abril de 1912. uma noite de heróis, e John Harper
foi um deles. Apesar das águas que o tragavam serem extremamente
frias e do mar à sua volta estar escuro, John Harper deixou este
mundo numa resplandecente glória.
Os
atos de coragem de Harper foram espontâneos. Ele não tinha motivo
para imaginar que o Titanic afundaria, nem tempo para escrever um
roteiro. Uma revista comercial, The Shipbuilder, descreveu o Titanic
como "praticamente insubmergível". No dia 31 de maio de
1911, um empregado da Companhia de Construção Naval White Star
disse: "Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio".
O Titanic representava toda a segurança, elegância e confiança da
era vitoriana-edwardiana. A Associated Press era entusiasta do navio,
declarando: "Tudo que a riqueza e a habilidade modernas podiam
produzir estava incorporado no Titanic, o navio mais longo já
construído, com mais de 4 quadras de comprimento.., com acomodações
para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500
passageiros, ele foi construído com o mesmo cuidado dedicado aos
melhores cronômetros". A ostentação e o tamanho recorde do
Titanic impressionaram a era dourada da construção naval. Seus
motores de 50.000 HP que produziam a velocidade de 24 nós por hora
eram protegidos por dezesseis compartimentos estanques. Cada um era
protegido por estruturas de aço. Na época do seu lançamento, o
Titanic era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. Depois de
fazer as duas primeiras paradas para passageiros e correio em
Cherbourg e Queenstown, Irlanda, os passageiros se sentiram ainda
mais seguros. Harper escreveu numa carta para seu amigo Charles
Livingstone antes de atracar em Queenstown, dizendo:
"Até agora a viagem é tudo que se pode desejar."
"Até agora a viagem é tudo que se pode desejar."
Às
11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado
estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando
seis compartimentos estanques. O mar se infiltrou. A maioria dos
passageiros não acreditava que o Titanic afundaria até que a
tripulação começou a lançar foguetes de sinalização para o
alto. Charles Pellegrino disse: "A água brilhou por todos os
lados. Barcos salva-vidas podiam ser vistos nela... Naquele enorme
facho de luz artificial, as mentes também foram iluminadas. Todos
entenderam a mensagem dos foguetes por si próprios". Depois dos
foguetes, ninguém precisava ser convencido a entrar nos barcos
salva-vidas. De repente, quando a água alcançou a metade da ponte
de comando, um estrondo que parecia um milhão de pratos quebrando,
cortou a noite. Enquanto a popa do Titanic subia alto no céu para se
preparar para seu mergulho ao fundo do mar, um barulho terrível como
uma explosão abalou o ar da noite. Passageiros davam-se as mãos e
se jogavam na água. Às 2:20 da manhă o Titanic começou sua
descida lenta para o fundo do mar, deixando uma nuvem emergente de
fumaça e vapor acima do seu túmulo. Nas águas geladas do Atlântico
Norte, na calada da noite, o navio mais famoso do mundo terminou sua
primeira e última viagem, mas alcançou uma mística náutica que só
perde para a da arca de Noé. Tudo aconteceu tão rápido, que Harper
só pôde reagir. Sua reação deixou um exemplo histórico de
coragem e de fé. "Os heróis da humanidade", disse A. P
Stanley, "são como as montanhas, como os planaltos do mundo
moral". John Harper foi um desses heróis.
A
Parte Mais Difícil do Seu Heroísmo
Nunca
é fácil assumir tais ações heróicas, e para John Harper foi
excepcionalmente difícil. Sua filha pequena, Nana, estava viajando
com ele. Quatro anos antes, a mãe dela adoeceu e morreu. Agora,
Harper sabia, Nana ficaria órfã aos seis anos de idade.
Quando
o alarme indicou o fim do Titanic, Harper imediatamente entregou Nana
a um capitão do convés com ordens para colocá-la num barco
salva-vidas. Então ele saiu para socorrer os outros. Nana foi
resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com
um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha
servido.
Certa
vez, depois de Harper escapar por pouco de se afogar aos 26 anos, ele
disse: "O medo da morte não me preocupou em momento algum. Eu
acreditava que a morte súbita seria glória súbita, mas havia uma
menininha sem mãe em Glasgow". Agora, essa menininha ficaria
sem mãe e sem pai. Com certeza essa foi a parte mais difícil para
Harper.
O
Herói em Contraste
O
heroísmo altruísta desse escocês é acentuado pela conduta
contrastante de muitos colegas passageiros nessa viagem mortal.
Enquanto Harper entregava seu colete salva-vidas, um banqueiro
americano conseguiu colocar um cachorro de estimação num barco
salva-vidas, deixando 1.522 pessoas sem ajuda. Não havia um espírito
de "afundar com o navio". Dos 712 salvos, 189 eram,
inclusive, homens da tripulação. O coronel John Jacob Astor tentou
escapar com sua mulher num barco salva-vidas e foi detido pelo
segundo-oficial Charles Lightoller. Astor era o homem mais rico do
mundo, mas isso foi insuficiente para forçar a sua entrada num
simples barquinho salva-vidas. Daniel Buckley se disfarçou de mulher
na tentativa de conseguir um lugar no barco. Os passageiros da
primeira classe, no primeiro barco salva-vidas a ser baixado, se
recusaram a voltar e recolher pessoas que estavam se afogando, apesar
de haver espaço para muitos outros serem salvos. A Sra. Rosa Abbott,
a única mulher a afundar com o navio e sobreviver, disse que um
homem tentou subir nas suas costas forçando-a para baixo da água e
quase afogando-a.
O
Sr. Bruce Ismay, um dos donos do Titanic, diretor administrativo da
Companhia White Star e o responsável por não haver barcos
salva-vidas [suficientes] a bordo, tornou-se o marinheiro mais infame
desde o Capitão Bligh. Ele subiu num barco salva-vidas enquanto
centenas de mulheres permaneceram no navio condenado. O Capitão
Smith ordenou a seus homens: "Façam o melhor que puderem para
as mulheres e crianças, e cada um cuide de si". Ao mesmo tempo,
John Harper mandava os homens fazerem o que podiam para as mulheres e
crianças e cuidarem dos outros.
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