sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Quando precisamos de um avivamento

Habacuque 3:2: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.”
          Joel 2:28: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.”
          No dicionário Aurélio, avivamento é definido como o ato ou efeito de avivar – tornar mais vivo, mais nítido, cobrar ânimo, ficar intenso.
          Avivamento não é movimento de homens, não é inovação, não é barulho, não é construção de templos, não são conjuntos musicais, não é um programa metódico pré-elaborado.
          Avivamento é a presença do Espírito Santo na Igreja, é o retorno à simplicidade, é o fogo ardendo no altar, é a sarça ardendo, é o machado de volta ao cabo, é descer à casa do oleiro, é sentir os lábios queimando como uma brasa viva, é ouvir um som de um vento, é o encher do Espírito!
          Amados irmãos, quais os sintomas que podem nos indicar que estamos precisando de um avivamento?
          O primeiro sintoma é dedicarmos mais tempo às coisas do mundo do que às coisas de Deus.
          Hoje achamos tempo para ver televisão, trabalhar, fazer compras, visitar amigos e familiares, passar horas no computador, ir ao cinema, mas, e Deus?
          Quanto tempo de nossas vidas dedicamos a Deus?
          Quanto tempo dedicamos às nossas orações, à leitura da Bíblia, a fazer a obra do Senhor?
          Outro sintoma, senão o principal, é a frieza espiritual. Mas o que seria frieza espiritual? Frieza espiritual é fazer obra de Deus de qualquer maneira.
          Frieza espiritual é simplesmente marcar "presença" no culto, para que o pastor e demais fiéis vejam que seu corpo está presente.
          Frieza espiritual é ir ao culto apenas para assistir, como se fosse um espetáculo ou passatempo.
          Frieza espiritual é tratar os assuntos da Igreja como se fossem do mundo. Frieza espiritual é matar os profetas da sua Igreja. Frieza espiritual é entristecer o Espírito Santo.
          Frieza espiritual é estar enganando os homens, pensando que está enganando Deus.
          Frieza espiritual é ver todos os dias pessoas necessitando de uma palavra, necessitando conhecer Deus, e não as ajudar.

          Abaixo temos alguns sintomas que nos mostram quando precisamos de avivamento.
          Precisamos de um avivamento quando é mais fácil ficar em casa do que ir aos cultos; quando é mais fácil ler o jornal do que ler a Bíblia; quando é mais fácil dormir do que ouvir a pregação; quando é mais fácil ficar do lado de fora do que entrar no templo; quando é mais fácil pecar do que vigiar; quando é mais fácil desobedecer do que seguir fielmente.
          Como podemos então buscar o avivamento?
          Em primeiro lugar, aceitando verdadeiramente Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador e dedicando, verdadeiramente, nossa vida a Deus.
          Em segundo lugar, pedindo para Deus nos esvaziar das obras da carne, enchendo-nos do fruto do Espírito.
          Em terceiro lugar, buscando a comunhão com o Espírito Santo.
          Em quarto lugar, separando um tempo diário para estudar a Bíblia. Qualquer verdadeiro avivamento tem como característica o retorno sincero à palavra de Deus, (João 6:33; Atos 4:31; 2 Reis 22:8-17 ). Deus vela por sua Palavra para cumpri-la (Mateus 24:35).
          Em quinto lugar, orar muito, com o coração, com sinceridade, sempre em nome de Jesus, pois através da oração nós clamamos, buscamos, invocamos a Deus.
          A oração é o elo que carecemos para que as bênçãos de Deus possam nos ser entregues. É impossível obter um verdadeiro avivamento sem oração. Oração é a respiração da alma (Atos 4:31).
          Quando oramos, movemos o braço que move o mundo. A vida de oração da Igreja é o termômetro de sua espiritualidade. O Verdadeiro autor do genuíno avivamento é o Espírito Santo.


Segredos do verdadeiro avivamento

          Um avivamento é necessário, porque o homem natural não tem vida, (João 10:10; Efésios 1:1-3). Ele carece de encontrar a verdadeira fonte de vida espiritual.
          Um avivamento somente pode ser efetuado por DEUS, (Habacuque 3:2). Homens não produzem avivamentos. Somos agentes, instrumentos, servos e obreiros, mas não produtores de avivamentos.
          É necessário que todos desejem o avivamento. Cada criatura necessita sentir esse profundo desejo de pôr sua própria vida em ordem diante de Deus.
          Um dos mais fortes e recentes avivamentos que ocorreram foi o avivamento da Rua Azusa, avivamento este que foi buscado com o coração, com fé, com muita leitura bíblica e sem nenhum interesse pessoal.
          Los Angeles (Califórnia) era um destino comum na virada para o século 20 para muitos norte-americanos que sonhavam com maiores oportunidades e objetivos na vida. Por volta de 1906, essa cidade estava se transformando rapidamente num dos principais centros de atividade dos EUA.
          Em abril daquele ano, dois eventos chamaram a atenção do mundo para Los Angeles: o primeiro foi um terremoto que devastou tanto a cidade como também São Francisco; o outro foi uma série de cultos conduzidos numa pequena Missão da Igreja da Santidade em Azusa Street Mission (Missão da Rua da Azusa), que produziram frutos magníficos. As pessoas que ali entravam encontraram um novo propósito e paixão para servirem a Jesus Cristo, e foram condicionados a compartilharem a mensagem de amor e do poder de Deus com os outros.
         O homem que Deus usou para esse avivamento foi um pastor negro, chamado William Joseph Seymour.
De origem humilde, cego de um olho e sem formação escolar, Seymour chegou a ser discriminado na igreja (para assistir aulas numa escola bíblica frequentada por brancos, ele tinha que se sentar no corredor, enquanto ouvia as explicações através da porta entreaberta da sala).
          Tudo começou quando Neely Terry, uma moradora de Los Angeles que frequentava uma pequena Igreja da Santidade, fez uma viagem a Houston, Texas, em 1905. Ela frequentou a igreja que William Seymour estava pastoreando. Embora Seymour não tivesse recebido ainda o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em outras línguas, estava convencido que era bíblico e pregava esta mensagem com grande fervor. Impressionada com o caráter e a mensagem de Seymour, Terry relatou à sua igreja sobre ele após retornar à Califórnia e convidaram-no para visitá-los. Seymour concordou em ir.
          O empreendimento evangelístico havia sido inicialmente previsto para durar um mês, mas os planos de Deus eram diferentes.
          Seymour chegou a Los Angeles em 22 de Fevereiro de 1906, e dentro de dois dias estava pregando na Igreja da Santidade, em Los Angeles. Ele pregou sobre a regeneração, santificação, cura divina e batismo no Espírito Santo com a evidência no falar em outras línguas.
          Júlia Hutchins, líder da igreja, rejeitou o ensino de Seymour e, dentro de poucos dias, fechou as portas da igreja para ele. O presbitério da igreja também rejeitou o ensino de Seymour. No entanto, em meio à perseguição, Seymour continuou firme e inabalável em seu trabalho para o Senhor.
          Os membros daquela igreja que creram na pregação de Seymour começaram a realizar reuniões com ele em suas casas. Alguns se sentiam compelidos a passar horas em oração e outros tiveram visões, confirmando que Deus iria abençoá-los em Los Angeles com um derramamento espiritual. O grupo continuou a se reunir para oração e adoração, realizando cultos na casa de Richard e Ruth Asbery, na 214 Bonnie Brae Street. Outros tiveram informações a respeito dos cultos e começaram a frequentá-los, incluindo algumas famílias brancas que moravam próximas de Igrejas da Santidade.
          Assim, em nove de abril de 1906, o derramamento teve início quando Edward Lee foi batizado no Espírito Santo e começou a falar em línguas, após Seymour ter orado com ele. Os dois, então, dirigiram-se à casa dos Asbery. Lá cantaram um hino, oraram e testemunharam, seguindo-se uma pregação de Seymour usando Atos 2:4 como texto-chave.
          Após a mensagem, Lee levantou suas mãos e começou a falar em línguas. O Espírito de Deus se moveu sobre aqueles crentes reunidos e seis outras pessoas começaram a falar em línguas naquela mesma noite. Jennie Moore, que mais tarde se casaria com William Seymour, estava entre elas. Foi a primeira mulher em Los Angeles a receber o batismo no Espírito Santo. Ela começou a cantar em línguas e a tocar piano sob o poder de Deus, sem nunca antes ter aprendido a tocar esse instrumento.
          Poucos dias mais tarde, em 12 de abril, William Seymour finalmente recebeu o batismo no Espírito Santo, aproximadamente às quatro horas da manhã, depois de ter orado a noite toda.
          Uma testemunha ocular, Emma Cotton, mais tarde relembrou aquelas experiências: eles clamaram durante três dias e três noites. As pessoas vinham de todas as partes. Na manhã seguinte, não havia como entrar na casa.
          Durante aqueles três dias, muitas pessoas, que tinham comparecido para ver o que estava acontecendo, receberam o batismo no Espírito Santo. Os doentes ficaram curados e muitos aceitaram Jesus ao entrarem na casa.
          Após o derramamento inicial do Espírito Santo, em Los Angeles, o interesse pelos cultos de oração cresceu.
          Multidões deslocavam-se até a casa dos Asbery, em Bonnie Brae Street. Foi necessário transferi-los para o quintal da casa. Logo, este espaço também se tornou pequeno. O grupo descobriu, então, um prédio disponível na Azusa Street, número 312, que fora construído originalmente como uma Igreja Metodista Africana. Abandonado, o galpão foi usado como estábulo para abrigar feno e animais. Posteriormente, foi preparado para os cultos.
          Dali a poucos dias, a imprensa de Los Angeles tomou conhecimento sobre os cultos de avivamento realizados na Azusa Street Mission (Missão da Rua da Azusa) e colocou reportagens em jornais, publicadas por todos os Estados Unidos e no mundo.
          Milhares de pessoas tomavam conhecimento do avivamento e eram atraídas para os cultos em Azusa. Todos se reuniam em adoração: homens, mulheres, crianças, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, ricos, pobres, analfabetos e graduados. Foram arrebanhados para Los Angeles, tanto céticos como famintos espirituais. Em poucos meses, a Azusa Street Mission, que passou a se chamar Apostolic Faith Mission (Missão de Fé Apostólica), mesmo nome que Gunnar Vingren e Daniel Berg deram à igreja fundada por eles no Brasil (que passou a se chamar Assembleia de Deus oficialmente em 1918), tornou-se a maior igreja da cidade, com cerca de 13 mil pessoas frequentando os cultos diariamente, sendo que o fervor do avivamento continuou por três anos. Os cultos eram realizados de domingo a domingo, três vezes por dia: pela manhã, à tarde e à noite, com o prédio sempre lotado. A mensagem era o amor de Deus. A unidade e a igualdade eram prioridades.
          Através deste avivamento, o evangelho foi pregado pelo movimento pentecostal em escala global, atingindo, através da obra missionária, todos os continentes.
          Hoje, um século mais tarde, as atividades do famoso derramamento espiritual de Azusa Street, em Los Angeles, são aclamadas como um dos maiores eventos da História Cristã.
          Vamos meditar no texto abaixo, e deixar o Espírito Santo nos guiar em nossa busca por um verdadeiro avivamento espiritual:
Efésios 1:13-14: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho de vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória”.














Abaixo uma amostra do que foi o avivamento da Rua Azusa.
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Para meditação:
Ef 1.13 em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho de vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;
Ef 1.14 o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.




"AVIVA Ó SENHOR, A TUA OBRA!!"


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